
O verbo encanta meus versos
Eclode borboleta da crisálida
Explode em cores diante da minha íris
Gritam as palavras em eternos ecos
Fôlegos agudos soprados pelo vento
O verbo e o verso navegam
São caravelas dos meus descobrimentos
Singram os oceanos de papéis
E deixam profundas marcas dessa
Passagem sem fim
O verbo quer a aventura
O verso deseja a magia
Como explicar o poeta no romper
Da madrugada?
Como sentir o que o poeta sente
Em seu momento vazio?
O poeta apenas sonha enquanto
As palavras navegam.
Porquanto a brisa tremula a chama
Da vela, o vento sopra na distância..
Às vezes um barquinho de papel
Às vezes um chapéu
Noutras vezes, todos os sonhos
De poetar.
E lá se vão, o verbo e o verso batendo asas
Rasgando o silêncio da madrugada
Com o solene grito do existir.
E nasce com o clarão do sol
Uma nova flor no horizonte
Do papel.
-Pedro Brasil Júnior - 19/set/2007-