sexta-feira, 2 de maio de 2008

VELEJAR


O verbo encanta meus versos
Eclode borboleta da crisálida
Explode em cores diante da minha íris

Gritam as palavras em eternos ecos
Fôlegos agudos soprados pelo vento

O verbo e o verso navegam
São caravelas dos meus descobrimentos

Singram os oceanos de papéis
E deixam profundas marcas dessa
Passagem sem fim

O verbo quer a aventura
O verso deseja a magia

Como explicar o poeta no romper
Da madrugada?

Como sentir o que o poeta sente
Em seu momento vazio?

O poeta apenas sonha enquanto
As palavras navegam.

Porquanto a brisa tremula a chama
Da vela, o vento sopra na distância..

Às vezes um barquinho de papel
Às vezes um chapéu
Noutras vezes, todos os sonhos
De poetar.

E lá se vão, o verbo e o verso batendo asas
Rasgando o silêncio da madrugada
Com o solene grito do existir.

E nasce com o clarão do sol
Uma nova flor no horizonte
Do papel.

-Pedro Brasil Júnior - 19/set/2007-

Um comentário:

juliaguiran disse...

ai que bonito!
até ia brigar, nem vou.
belo colete a prova de chumbos, viu?
me conquistou.rsrs
bjukas