sexta-feira, 17 de junho de 2011

11 ANOS NO SÉCULO 21

Ainda há pouco tive a chance de observar a sombra da Terra na Lua.
É uma boa notícia, porque do outro lado o Sol nos ilumina e me parece que todo o fantástico sincronismo do Universo segue em sua sublime perfeição divina. Já se passaram 11 anos desde a virada do milênio. Se bem me lembro, apostava-se muito em mudanças radicais, em um mundo melhor para se viver... Mas das mudanças que até aqui tivemos, poucas por sinal, o que nos restou foram o aumento das crises financeiras, da fome, das guerras, da violência urbana, do lixo, das desavenças políticas, da hipocrisia, dos preconceitos, das imagens cruéis da realidade que tomaram conta das televisões de todo o mundo, da Internet, dos jornais, das revistas, das conversas de esquina...Matar se tornou tão natural... Meu Deus! Onde foram parar nossos sonhos, as fábulas, as tardes tranquilas num banco de praça?Para onde foram as amizades verdadeiras, leais? E o respeito pelos pais, pelos mais velhos, pelos professores? As vezes temos a impressão que é o Fim do Mundo! Eu disse do MUNDO, porque o MUNDO somos, aqui na Terra, apenas nós HUMANOS(e muitos DES) e todas as demais criaturas vivas.Porque felizmente, o UNIVERSO segue sua trajetória alheio às ações dessas criaturas racionais que, dentro de seu meio ou seu contexto de vida, contribuem de maneira direta e indireta para que tudo se acabe por pura falta de bom senso. Já estamos 11 anos no Século 21 e ainda não abrimos verdadeiramente nossos olhos para a realidade que desponta no horizonte sombrio. Ainda é tempo, tenho esperança, de se dar solução ao lixo, de se preservar a água, o ar, as florestas, os animais e acima de tudo, o sorriso de todas as crianças, porque delas será esta TERRA num futuro breve. O que pretendemos deixar aos nossos filhos e netos?
-Pedro Brasil Junior -
15/junho/2011
A seguir, uma mensagem do ano 2000 para um dos comerciais mais interessantes daquela época. Veja em:http://youtu.be/wNi2w7FfYrI

quinta-feira, 2 de junho de 2011

NÓS E NÓS MESMOS

Faz tempo!...
Longe caminhei um dia, numa dessas melancólicas tardes de outono, por entre o arvoredo e, a cada passada, meus pés moíam algumas folhas secas daquele enorme tapete. Folhas em despedida de sua passagem e altivez quando ainda lá no alto das árvores, desenhando um cenário verde e único.Nuas, mas sem demonstrar vergonha alguma, as árvores então dormentes, totalmente alheias a tudo o que ocorria à sua volta. Uma preparação para a novidade primaveril. Uma tarde fria e melancólica que a cada ano se repete e que leva muitos de nós a criar expectativas a respeito do futuro. Nós e nossas lembranças!... Nós e nossas alegrias!... Nós e nossas dores!... Nós e Nós mesmos dando passadas no tapete de folhas secas.
De quando em quando uma rajada de vento a varrer sutilmente parte das folhas, criando desenhos insólitos.O outono se esvai gradativamente a cada dia e os rigores do inverno haverão de dançar por entre as árvores nuas, como fantasmas impiedosos que lá no fundo não assustam ninguém.
Nós e Nós mesmos seguiremos passando pelo caminho todos os dias e ao longo de cada um deles, o tapete estará sumindo e logo, aquelas folhas secas estarão todas definitivamente tomadas pela magia da transformação da natureza.
As árvores, apesar de dormentes, seguirão extraindo das entranhas da terra tudo o que necessitam e depois que o inverno partir, abrir-se-ão verdejantes talos e através deles, folhas verdejantes, novas, a recompor o cenário e a nos transformar também.
Nós e nossas recentes lembranças!...
Nós e nossas novas alegrias!... Nós e nossas possíveis novas dores!...
Nós e Nós mesmos em passadas pelo chão firme, sem tapete de folhas secas, mas passadas determinadas ao novo ciclo de vida.
E chegará assim a nova primavera!
Embora mais velhos, e não haveria como ser diferente, um tanto mais renovados, se evidentemente
tivermos a graça de perceber que ao redor, o mistério de todas as vidas segue esboçando seus magníficos desenhos em nossa jornada através do tempo.
(Curitiba, 31 de maio- 2011)

terça-feira, 31 de maio de 2011

QUANDO A ARTE IMITA A VIDA

Já ouvi dizer que “a vida imita a arte”. Mas confesso acreditar piamente que a arte, através do seu artista, é quem imita a vida através de suas peculiaridades. Se fosse o contrário, como o artista plástico registraria uma cena da história antiga, quando nem se poderia imaginar uma máquina fotográfica? E o que dizer então de um pensamento de alguém ou de uma expressão de sentimento capaz de se incorporar ao trecho de um livro, a um roteiro de teatro ou de novela na televisão? Evidente que não quero discutir aqui a posição ou ângulo de cada pessoa até porque; cada um de nós tem o direito de analisar conforme sua capacidade de percepção. Mas o que me levou a estas linhas foi mais um desses acasos do cotidiano, num daqueles instantes que por alguma razão nosso subconsciente capta uma cena, um diálogo, uma seqüência de filme ou de novela. Foi assim que assistindo o capítulo 28 da novela Dona Bárbara, atualmente exibida pela Rede CNT de Televisão, que me detive num diálogo entre os personagens Melésio (Ivan Rodriguez) e Cecília (Katie Barberi) quando discutem sobre o amor dela pelo filho dele, Antonio Sandoval(Arap Bethke). Na seqüência, percebendo o sentimento de Cecília, Melésio enfatiza a posição dela como mulher, que embora não tão jovem consegue expressar uma juventude que ainda habita o seu interior.
Então ele diz a ela: “Vocês são um casal de pombos que perdem muito tempo. Porque a vida é curta! Difícil! E cheia de problemas! Mas também têm coisas muito boas. Sabe de uma coisa boa? Olhar o amanhecer nos olhos da companheira. Esquentar os pés numa noite fria com o corpo de uma mulher que se ama. Tudo isso é muito melhor que comida para o coração. Não fique só minha menina!” A cena é curta, as palavras parecem ser longas e os atores, a gente bem percebe, incorporam os seus personagens e deixam estampar nos olhos lágrimas verdadeiras. Lágrimas em que realmente a arte imita a vida e nos leva a refletir a respeito dos valores que nos cercam nesses dias tão atribulados em que vivemos. Mas apesar de tudo, apesar de todos, o amor sempre valerá a pena. O amor puro, verdadeiro e, acima de tudo, totalmente incondicional.

sábado, 14 de maio de 2011

A DOÇURA DA CHUVA

A rotina entre ler e escrever é por demais salutar e mesmo diante do trabalho intenso, tenho que, a exemplo de tantas pessoas, exercitar a leitura de um bom livro. Se bem que muitas vezes certos livros não são tão bons como a gente gostaria. Mas de repente me pego sem livro e me sinto como se estivesse na mata sem a companhia de um cachorro. Sim; porque um bom livro também é um grande e fiel companheiro de todas as horas soltas. Navego pela Internet procurando novidades e deixando a curiosidade esmiuçar outros mundos. Volto aqui para o blog e fico pensando no que postar hoje. As idéias parece que resolveram tirar umas merecidas férias afinal de contas, o cérebro está repleto de informações e precisa de tempo para processar tudo. Olho ali no alto e vejo o indicador de “próximo blog”. Sabe de uma coisa; vou arriscar ver o que surgirá. Primeiro o blog de um desses poetas, assim como eu, perdido por ai afora. Depois veio outro especializado em indicar justamente o que eu procurava: bons livros! De bate pronto me encantei pela sinopse, pela imagem da capa, pela foto da autora e decidi procurar o melhor local para adquirir a obra. É pena; mas aqui no Brasil ao que parece o livro ainda não chegou. Mas pelo que pude ver em minha viagem por ai, em Portugal o livro é o maior sucesso. A Doçura da Chuva, de Deborah Smith narra a história de Kara Whittenbrook, filha de dois ambientalistas famosos e que cresceu entre a selva amazônica e os melhores colégios da elite americana. Com a morte dos pais num acidente aéreo, torna-se herdeira não apenas de uma fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo – o fato de ter sido adotada. A partir do instante em que ela decide procurar seus pais biológicos, começa a grande e derradeira aventura de sua vida, que transporta o leitor para o inesperado através de uma galeria de personagens cativantes e envolventes.
SOBRE A AUTORA
Deborah Smith é uma das autoras americanas mais lidas em todo o mundo e sua obra já vendeu mais de três milhões de exemplares. Indicada para diversos prêmios importantes, foi com “A Doçura da Chuva” que ela chegou a ser finalista, em 2007, do prêmio RITA – da Romance Writers of América. Outras informações sobre a autora no site www.deborah-smith.com ou então, no blog : http://cozinha-da-risonha.blogspot.com/2010/10/docura-da-chuva.html Para conhecer outras obras interessantes, visite também http://academialiteraria.blogspot.com/?expref=next-blog
Em Portugal, o livro A Doçura da Chuva, com 480 páginas tem um custo em torno de 14 euros. Você pode adquirir através de livrarias portuguesas, mas o custo fica bem mais elevado. Melhor mesmo é se tiver algum parente ou amigo por lá que possa comprar e enviar a obra.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

VIOLA ENLUARADA



ETERNAS CANÇÕES
-Pedro Brasil Jr-
Já é quase metade do ano!
O outono começa sua dança e as folhas se preparam para deixar a cena.
Logo, árvores nuas incitando poesias puras!
Como terá sido o outono passado?
Parece que faz tanto tempo...
Morrem as folhas, mas a poesia jamais morre!
Mudam os acordes, mas aqueles de outrora se eternizam!
Éramos meninos apenas, correndo atrás da bola na rua.
Mas ja havia muita gente grande preocupada!
Preocupada com a liberdade então engaiolada!
Foram-se os anos, abriram-se as gaiolas, e a liberdade alçou vôo feliz!
Foram-se os anos e as poesias-canções se alojaram em nossas mentes.
Músicas dementes vieram depois!...
Mas aquelas "certas canções", volta e meia se soltam e fazem o coração pulsar pela certeza da vida e pela essência que o passado soltou no ar num outono já tão distante...
Fizemos ao longo do tempo uma audaciosa "travessia", se divertindo "nos bailes da vida", olhando o futuro pela "paisagem da janela",temperando as dificuldades com "o sal da terra" e levando a vida com a certeza de que só "tocando em frente" é que se pode chegar aos objetivos traçados e reviver num daqueles instantes mágicos a poesia viva de uma "viola enluarada". (02/maio/11).

Faça agora o seu momento mágico de quatro minutos e curta "Viola Enluarada" no link http://youtu.be/0cUtT1VPLMI