a porta
aponta
aparece
aperceber-se do quase
possibilita
a passagem –
preparação
Clarice Villac
14.02.2011
Torpor nas narinas ativando o cérebro.
Arquivos mortos que ressuscitam e
me atiram ao passado como se fosse uma
flecha.
Janela antiga!... Tarde de chuva....
O mesmo cheiro, o mesmo torpor.
Só o tempo já não é o mesmo...
Quantos anos se passaram?
Quantas mudanças aconteceram?
Nem a janela já existe.
Estruturas perdidas em ferro velho.
Vidros quebrados pelos vândalos.
Histórias que simplesmente evaporaram.
Daquela rua praticamente todos se foram.
Com suas páginas escritas, com suas lembranças
marcadas na alma.
O cheiro da terra depois da chuva também
evaporou.
Só ficaram esses arquivos mortos que às vezes
ganham vida outra vez.
Eles descansam enquanto a gente cansa.
Eles debocham pelo que não fizemos.
Eles ressurgem para nos dar o aviso:
A vida segue e pode renovar-se nas mais
simples recordações.
E que chova assim de novo, para que eu
possa me deixar levar pela fragrância única que
a mistura de água em terra seca produz para
dar vida às lembranças que eu achava estarem mortas.
The painter Holman Hunt had finished his painting "The Light of the World", depicting Jesus Christ in a garden, holding a lantern in his left hand and knocking on a huge closed door with his right.As he unveiled the painting, a visitor approached and remarked:
-"This painting isn't finished. There's no lock on the door".
-"You're wrong", said Hunt. "This is the door to the human heart. It only opens from the inside".
O pintor Holman Hunt terminara a tela "A Luz do Mundo", que mostra Jesus Cristo em um jardim, com uma lanterna na mão esquerda, batendo com a mão direita em uma grande porta fechada. Ao apresentar a tela, um circunstante aproximou-se e observou:
-"A obra não está completa. Falta o fecho da porta."
-"Esta enganado", respondeu Hunt. "Esta porta é a do coração humano. Só se abre por dentro".
Ave!