sábado, 14 de maio de 2011

A DOÇURA DA CHUVA

A rotina entre ler e escrever é por demais salutar e mesmo diante do trabalho intenso, tenho que, a exemplo de tantas pessoas, exercitar a leitura de um bom livro. Se bem que muitas vezes certos livros não são tão bons como a gente gostaria. Mas de repente me pego sem livro e me sinto como se estivesse na mata sem a companhia de um cachorro. Sim; porque um bom livro também é um grande e fiel companheiro de todas as horas soltas. Navego pela Internet procurando novidades e deixando a curiosidade esmiuçar outros mundos. Volto aqui para o blog e fico pensando no que postar hoje. As idéias parece que resolveram tirar umas merecidas férias afinal de contas, o cérebro está repleto de informações e precisa de tempo para processar tudo. Olho ali no alto e vejo o indicador de “próximo blog”. Sabe de uma coisa; vou arriscar ver o que surgirá. Primeiro o blog de um desses poetas, assim como eu, perdido por ai afora. Depois veio outro especializado em indicar justamente o que eu procurava: bons livros! De bate pronto me encantei pela sinopse, pela imagem da capa, pela foto da autora e decidi procurar o melhor local para adquirir a obra. É pena; mas aqui no Brasil ao que parece o livro ainda não chegou. Mas pelo que pude ver em minha viagem por ai, em Portugal o livro é o maior sucesso. A Doçura da Chuva, de Deborah Smith narra a história de Kara Whittenbrook, filha de dois ambientalistas famosos e que cresceu entre a selva amazônica e os melhores colégios da elite americana. Com a morte dos pais num acidente aéreo, torna-se herdeira não apenas de uma fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo – o fato de ter sido adotada. A partir do instante em que ela decide procurar seus pais biológicos, começa a grande e derradeira aventura de sua vida, que transporta o leitor para o inesperado através de uma galeria de personagens cativantes e envolventes.
SOBRE A AUTORA
Deborah Smith é uma das autoras americanas mais lidas em todo o mundo e sua obra já vendeu mais de três milhões de exemplares. Indicada para diversos prêmios importantes, foi com “A Doçura da Chuva” que ela chegou a ser finalista, em 2007, do prêmio RITA – da Romance Writers of América. Outras informações sobre a autora no site www.deborah-smith.com ou então, no blog : http://cozinha-da-risonha.blogspot.com/2010/10/docura-da-chuva.html Para conhecer outras obras interessantes, visite também http://academialiteraria.blogspot.com/?expref=next-blog
Em Portugal, o livro A Doçura da Chuva, com 480 páginas tem um custo em torno de 14 euros. Você pode adquirir através de livrarias portuguesas, mas o custo fica bem mais elevado. Melhor mesmo é se tiver algum parente ou amigo por lá que possa comprar e enviar a obra.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

VIOLA ENLUARADA



ETERNAS CANÇÕES
-Pedro Brasil Jr-
Já é quase metade do ano!
O outono começa sua dança e as folhas se preparam para deixar a cena.
Logo, árvores nuas incitando poesias puras!
Como terá sido o outono passado?
Parece que faz tanto tempo...
Morrem as folhas, mas a poesia jamais morre!
Mudam os acordes, mas aqueles de outrora se eternizam!
Éramos meninos apenas, correndo atrás da bola na rua.
Mas ja havia muita gente grande preocupada!
Preocupada com a liberdade então engaiolada!
Foram-se os anos, abriram-se as gaiolas, e a liberdade alçou vôo feliz!
Foram-se os anos e as poesias-canções se alojaram em nossas mentes.
Músicas dementes vieram depois!...
Mas aquelas "certas canções", volta e meia se soltam e fazem o coração pulsar pela certeza da vida e pela essência que o passado soltou no ar num outono já tão distante...
Fizemos ao longo do tempo uma audaciosa "travessia", se divertindo "nos bailes da vida", olhando o futuro pela "paisagem da janela",temperando as dificuldades com "o sal da terra" e levando a vida com a certeza de que só "tocando em frente" é que se pode chegar aos objetivos traçados e reviver num daqueles instantes mágicos a poesia viva de uma "viola enluarada". (02/maio/11).

Faça agora o seu momento mágico de quatro minutos e curta "Viola Enluarada" no link http://youtu.be/0cUtT1VPLMI

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A POESIA DE OMAR MINGUILLÓN

Tenho bebido
mais do que um homem pode beber.
Vinho misturado com pétalas
da flor vermelha
que os mercadores do Nascente
abandonaram em sua fuga.

As vezes me parece
que estamos nele
como no mar
quando não há vento.

As correntezas
levam cada barco
em distintas direções
e velocidades.

Alguns homens remam
e outros simplesmente esperam.

Cedo ou tarde,
de uma ou outra forma,
o mar deixará todos na praia.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A PÉROLA

A PÉROLA
-Pedro Brasil Jr -
Quando me vi refletido nos teus olhos, me tornei um aventureiro pelos mares do teu ser. Naveguei pela maciez da tua pele ainda com as mãos trêmulas. Como não sentir tamanha emoção? Verdade que o teu oceano de amor também guardava segredos que fui aos poucos descobrindo. Um beijo quase interminável! Um arrepio na espinha! E comecei a navegar com as mãos lentamente, tateando o teu ser, a tua existência. Seios intumescidos! Sugestivos! E fui singrando mar adentro, deslizando como caravela solta ao vento. Beijei teu corpo centímetro por centímetro e fui descobrindo interessantes desenhos que a natureza se encarregou de gravar. Toquei, finalmente, teu segredo maior. E vi teus olhos brilharem e pude ouvir um gostoso sussurro. Finalmente, vasculhando teus detalhes, descobri tua pérola e fiz dela o derradeiro botão de uma explosão de prazer. Senti tuas mãos me apertarem! Senti você me agarrar pedindo para ir em frente. E eu segui navegando, ora com as mãos, ora com minha língua! E fui apreciando os teus sabores todos e sentindo todo o esplendor da tua entrega. Finalmente, me deixei levar pelo impulso e fui ter com toda a tua intimidade. Então, atraquei meu navio no teu porto e me deixei descansar depois dessa maravilhosa aventura de sentir, em todas as nuanças, a poderosa e avassaladora força do teu amor.
- S.J.Pinhais 30/Maio/2005 -
*Publicado originalmente nos Anjos de Prata- www.anjosdeprata.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SOLIDÃO

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.